O Bitcoin superou a média móvel de 200 dias pela primeira vez desde o fim de 2025, em 20 de agosto de 2026. A criptomoeda saltou mais de 12%, para cerca de US$ 72 mil. O movimento encerra um período de cerca de 270 a 289 dias em que o preço operou abaixo desse indicador. A média móvel de 200 dias, calculada em cerca de US$ 69 mil, é um dos níveis técnicos mais observados por investidores de longo prazo.
O rompimento foi impulsionado por mais de US$ 3 bilhões em liquidações de posições vendidas no mercado de derivativos de criptomoedas. A liquidação forçada dessas posições, que apostavam na queda, gerou recompras e acelerou a alta. Fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin também registraram forte entrada de recursos no período. O fluxo para esses fundos reforçou a pressão compradora sobre o ativo.
Se a média móvel de 50 dias cruzar acima da de 200 dias, isso configuraria uma 'cruz de ouro', indicador técnico de alta de longo prazo. Em rompimentos anteriores após longos períodos abaixo dessa média, o Bitcoin acumulou retornos positivos nos meses seguintes. O índice de força relativa (RSI) diário está em território de sobrecompra. A faixa de US$ 69 mil, onde está a média de 200 dias, passa a ser referência de suporte. A dúvida agora é se o Bitcoin conseguirá se manter acima desse nível nas próximas sessões.