O Canadá anunciará oficialmente nesta segunda-feira, 25 de agosto, tarifas de retaliação contra os Estados Unidos. A medida responde às tarifas de 50% impostas por Washington sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses, incluindo laticínios, aço e automóveis. O anúncio ocorre menos de uma semana após a entrada em vigor das tarifas americanas, que afetam diretamente a indústria canadense.
As tarifas americanas, que entraram em vigor em 22 de agosto, atingem laticínios, aço e automóveis canadenses. As contra-medidas canadenses, programadas para 8 de setembro, miram aço, eletrônicos, eletrodomésticos e produtos agrícolas dos EUA. Tarifas de retaliação são taxas cobradas sobre produtos importados como resposta a barreiras comerciais impostas por outro país. A disputa entre os dois países vem se intensificando desde o fracasso das negociações bilaterais.
O primeiro-ministro Mark Carney havia prometido responder às tarifas americanas na mesma proporção. A promessa foi feita no contexto da escalada comercial, que se arrasta há meses. O anúncio da segunda-feira deve detalhar como será essa resposta na prática.
Com as contra-medidas, exportadores americanos de aço, eletrônicos, eletrodomésticos e produtos agrícolas passarão a enfrentar barreiras no mercado canadense a partir de 8 de setembro. O Canadá é um dos principais destinos das exportações dos EUA, e a retaliação deve elevar o custo desses produtos para os consumidores dos dois países. O comércio bilateral entre os dois países é um dos maiores do mundo, e a disputa afeta cadeias de suprimento que atravessam a fronteira. O impacto exato dependerá dos percentuais que serão anunciados na segunda-feira.




