A China condenou o escultor Gao Zhen, de 70 anos, a três anos de prisão por 'insultar heróis e mártires'. A pena, considerada a máxima para o crime, foi aplicada com base na lei de 2021, em caráter retroativo, a obras criadas entre 2005 e 2009. O caso foi divulgado pelo grupo Chinese Human Rights Defenders, de defesa dos direitos humanos. A lei de 2021 pune manifestações consideradas ofensivas à memória de heróis e mártires.
Segundo o grupo, Gao foi detido em 2024, durante uma visita a Pequim. As esculturas que motivaram a condenação incluem representações críticas de Mao Zedong. O artista planeja recorrer da pena máxima.
A Anistia Internacional, entidade global de direitos humanos, disse que o caso ilustra a intenção das autoridades de deter trabalhos artísticos que desafiem a narrativa histórica oficial. A organização citou temas como a Revolução Cultural e Tiananmen. Para a entidade, a decisão pode ter efeito de intimidação sobre a produção artística chinesa, levando artistas a evitar temas considerados sensíveis.


