O mercado de criptomoedas passou por uma onda de liquidações no intervalo de duas semanas encerrado no final de agosto de 2026, segundo o site WatcherGuru, especializado em criptomoedas. O total liquidado chegou a US$ 9,71 bilhões, sendo US$ 6,55 bilhões em posições vendidas (shorts) e US$ 3,16 bilhões em posições compradas (longs).
O valor está entre os maiores do tipo desde 2021 e aparece em um gráfico acumulado que subiu de forma acentuada no meio do mês. O movimento foi puxado por um short squeeze, quando vendedores que apostaram na queda do Bitcoin precisam recomprar a criptomoeda para limitar perdas, o que acelera a alta dos preços.
O ponto de inflexão ocorreu quando o Bitcoin rompeu a barreira de US$ 70 mil em 19 e 20 de agosto. O otimismo em torno de políticas econômicas ajudou a sustentar o movimento, com destaque para a recompra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos, medida que injeta dinheiro no sistema financeiro, e os sinais de flexibilização regulatória no setor de criptomoedas. O rompimento do nível foi seguido de perto pela aceleração das liquidações.
A alavancagem elevada nos derivativos ampliou o impacto. Os traders que operavam com posições vendidas foram forçados a cobrir suas apostas em massa, e as compras resultantes empurraram os preços ainda mais para cima, gerando novas liquidações em um efeito em cascata. A cobertura em massa das posições vendidas foi o principal motor da alta após o rompimento.
Nas sessões seguintes, as liquidações diárias perderam intensidade, mas não pararam. Os volumes continuaram menores, mas constantes, o que indica que a volatilidade seguiu presente mesmo depois do pico do short squeeze. O maior volume diário de perdas ficou concentrado no período do rompimento, segundo os dados divulgados.


