O governo dos Emirados Árabes Unidos condenou neste domingo (13 de abril) os ataques do Irã. Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, órgão diplomático do país, afirmou que "condena fortemente" as ações iranianas. Os Emirados Árabes Unidos são uma federação formada por sete emirados e localizada na península Arábica.
A declaração ocorre em um cenário de tensão persistente entre o Irã e Israel, que trocaram ataques diretos em outubro de 2024. Na ocasião, Teerã lançou cerca de 180 mísseis balísticos contra território israelense, enquanto Israel realizou bombardeios contra bases militares e instalações de mísseis no Irã. Desde então, Israel e Irã têm mantido ataques esporádicos, incluindo operações israelenses contra milícias aliadas de Teerã na Síria e no Líbano.
Os Emirados Árabes Unidos, que normalizaram relações com Israel em 2020 pelos Acordos de Abraão, tratados de normalização mediados pelos Estados Unidos, estão entre os países com maior proximidade diplomática e militar dos Estados Unidos no Golfo. A federação integra o Conselho de Cooperação do Golfo, bloco formado por seis monarquias, e abriga base aérea americana em Al Dhafra e base naval francesa em Abu Dhabi. Com uma economia diversificada, os Emirados transformaram Dubai em um centro global de negócios, turismo e logística.
O Irã, por sua vez, considera a presença militar estrangeira no Golfo uma ameaça à sua segurança. Teerã tem acelerado o enriquecimento de urânio e o desenvolvimento de mísseis balísticos de longo alcance, enquanto negociações com as potências mundiais sobre seu programa nuclear seguem sem acordo. As ilhas de Abu Musa e Grande e Pequena Tunb, no Golfo Pérsico, permanecem como um ponto de atrito entre iranianos e emiradenses.
A posição dos Emirados é observada com atenção por mercados de petróleo, uma vez que o país é um dos maiores exportadores de petróleo do mundo. A passagem pelo estreito de Ormuz, corredor marítimo entre o Golfo Pérsico e o golfo de Omã, é vital para o escoamento da produção dos países do Golfo, e qualquer interrupção afeta os preços globais de energia. Por isso, a condenação deste domingo também é lida como uma defesa da segurança energética regional.


