FCC, agência reguladora de telecomunicações dos Estados Unidos, incluiu robôs móveis estrangeiros na Covered List em 28 de julho. A regra exige licença para robôs com menos de 65% de componentes americanos e bloqueia novas importações. A Bernstein, corretora global de pesquisa e gestão, afirmou neste segunda-feira (17) que a proibição representa o começo do desacoplamento robótico entre EUA e China.
A medida foi justificada por riscos de cibersegurança relacionados à coleta de dados. Equipamentos já autorizados podem continuar operando até janeiro de 2029. A restrição atinge fornecedores chineses e laboratórios americanos que usam robôs móveis em pesquisa de inteligência artificial.
Agility Robotics sobe
Após o anúncio do banimento, ações de empresas chinesas de robótica caíram. Nos Estados Unidos, ações da Agility Robotics, fabricante americana de robôs humanoides, subiram. A indústria, porém, segue dividida.
Startups americanas afirmam que a proibição elimina o acesso a hardware chinês acessível. Perder esse insumo, dizem, pode prejudicar a inovação em laboratórios de IA dos EUA. Críticos consideram o argumento de segurança nacional fraco porque os aparelhos são usados principalmente em pesquisa, não em infraestrutura crítica.
Bernstein prevê retaliação
A Bernstein afirma que as restrições podem se expandir para chips de inteligência artificial. Investimentos no setor também podem ser alvo de novas regras. A China, por sua vez, poderia retaliar com controles de dados ou ímãs de terras raras.



