O cofundador da Microsoft, Bill Gates, defendeu a criação de controles globais para a inteligência artificial e disse que quer se encontrar com o presidente da China, Xi Jinping, para discutir salvaguardas internacionais contra usos perigosos da tecnologia. Em entrevista à Reuters, Gates propôs que os Estados Unidos tomem a dianteira na restrição de modelos de alto risco para que a China aceite seguir as mesmas regras.
O filantropo bilionário pediu limites para modelos de IA considerados perigosos e um monitoramento mundial do uso da tecnologia em ataques cibernéticos e biológicos. Ele comparou os riscos da IA aos das armas nucleares e sugeriu a criação de um órgão internacional de inspeção, nos moldes dos mecanismos de controle do arsenal atômico.
Gates também alertou para os impactos da IA em empregos e desigualdade. A proposta inclui a reserva de até 40% das vagas de trabalho para seres humanos, como forma de conter a disrupção do mercado de trabalho. O encontro com Xi Jinping foi planteado para mais tarde, em 2026, sem data ou local definidos.
O criador da Microsoft afirmou que a regulação precisa ocorrer antes que a tecnologia avance além da capacidade de controle dos governos. A declaração ocorre em meio ao aumento global de esforços para regulamentar a inteligência artificial, com divergências entre Estados Unidos, China e União Europeia sobre o ritmo das restrições.




