O Centro de Estatísticas do Irã, órgão oficial do governo responsável pelos indicadores econômicos, divulgou os números da inflação do país relativos ao mês de julho. Os preços dos alimentos subiram 128,1% em 12 meses, enquanto o índice de preços ao consumidor, que mede a inflação geral, chegou a 87,9%. Os dados se referem ao mês de Tir, do calendário iraniano, e comparam os preços atuais com os de 12 meses antes. O levantamento cobre a variação anual, ou seja, a diferença entre julho de 2026 e julho de 2025.
O resultado vem depois de anos de inflação anual acima de 40%, agravados pela guerra recente no país. Óleos e gorduras acumulam alta de 261,5% em 12 meses, o maior avanço entre os itens pesquisados pelo centro. O índice dos alimentos supera em 40,2 pontos percentuais a inflação geral do período. Na prática, as famílias iranianas precisam gastar mais para comprar os mesmos alimentos.
O ministro da Agricultura, Gholamreza Nouri Ghezeljeh, afirmou que a segurança alimentar do país está garantida e que alguns preços de alimentos já estão em queda. Masoud Pezeshkian, presidente do Irã, por sua vez, atribuiu a redução da receita do petróleo ao bloqueio naval dos Estados Unidos na região. As declarações contrariam o levantamento do Centro de Estatísticas, que mede a variação dos preços no país.
O Irã adota oficialmente o calendário persa, no qual o ano começa em março do calendário gregoriano. O mês de Tir, citado no relatório, é o quarto do calendário persa. Os dados do Centro de Estatísticas seguem essa contagem, e não o calendário gregoriano.




