O governo do Irã e o Sultanato de Omã estão em conversas sobre o Estreito de Ormuz, segundo o The Insider Paper, site internacional de notícias. O diálogo ocorre sem confirmação pública sobre pauta, local ou participantes. O estreito, na saída do Golfo Pérsico, separa a costa iraniana do território de Omã.
Omã, país da Península Arábica, tem tradição de servir como interlocutor entre o Irã e o Ocidente. A monarquia mantém relações diplomáticas com Teerã, enquanto o Irã vive sob sanções de Estados Unidos e Europa. A posição geográfica de Omã, que controla uma das margens do estreito, dá ao sultanato um papel de destaque nas discussões sobre navegação e segurança na região. Qualquer alteração no fluxo de embarcações no local é acompanhada de perto por companhias de energia e seguradoras marítimas.
O Estreito de Ormuz é uma faixa de água que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, no oceano Índico. A passagem é considerada estratégica para o abastecimento global de petróleo e gás natural. Estados Unidos, Reino Unido e outros países mantêm presença militar na área para garantir a liberdade de navegação. O Irã afirma ter direito de proteger suas águas territoriais, o que já gerou tensões no passado.
O Estreito de Ormuz é a principal saída marítima para o petróleo de Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuwait. A China, maior importadora de petróleo do mundo, depende da passagem para abastecer suas refinarias. O Japão e a Coreia do Sul também figuram entre as principais economias afetadas por uma eventual instabilidade na região. Para o Brasil, o impacto chega pelos preços dos combustíveis, que acompanham o barril internacional.




