O Irã anunciou que pode começar a apreender navios que violem suas regras de trânsito no Estreito de Ormuz. A via marítima responde por cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, o que torna a ameaça um fator de pressão sobre o comércio global de energia. O anúncio ocorre em meio à crise de Ormuz de 2026, que incluiu a apreensão do petroleiro AMARA em 17 de agosto.
O governo iraniano afirma ter controle sobre corredores setentrionais designados e exige que os navios coordenem a passagem com suas forças. Embarcações que não seguirem essas orientações se tornam alvo da nova política de apreensão.
Localizado entre o Irã e Omã, o estreito é uma das principais vias de escoamento do petróleo do Golfo Pérsico. O Irã também atacou embarcações que usam rotas omanenses no sul, apoiadas pelos Estados Unidos. A passagem liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, sendo essencial para o abastecimento de vários países dependentes do petróleo da região.
A aplicação dessas medidas já reduziu o tráfego no estreito, segundo apuração. Os custos de seguro para embarcações que continuam operando na região aumentaram de forma significativa. O preço do petróleo passou a oscilar com mais intensidade diante do risco de interrupção em uma das rotas mais estratégicas do mundo, afetando importadores e exportadores de petróleo.




