O JPMorgan, banco americano, alerta que o rali das ações de inteligência artificial tem padrão semelhante ao do pico da bolha das pontocom, em 2000. A análise aponta uma divisão clara no mercado: enquanto um grupo de ações dispara, outro fica para trás.
O alerta, destacado pela Kalshi, plataforma de previsões regulada pela CFTC, a comissão de futuros dos EUA, cita o padrão de 1999, que precedeu a queda do mercado. Entre as ações que ficam para trás estão as hyperscalers, como são chamadas as grandes empresas de computação em nuvem, que investem pesadamente em infraestrutura de IA. Já as fabricantes de chips, que fornecem os processadores usados nessa infraestrutura, estão em forte alta. O banco vê risco de correção no outono de 2026, em meio ao alto investimento em infraestrutura de IA.
A Kalshi permite que usuários comprem contratos do tipo sim/não sobre eventos financeiros, incluindo índices e volatilidade. O alerta do JPMorgan foi publicado pela plataforma com a indicação de notícia de última hora. A empresa usa notícias como essa para impulsionar a negociação em mercados ligados a tecnologia e inteligência artificial. Na prática, os contratos funcionam como uma aposta sobre a ocorrência ou não do evento.




