A Kalshi, plataforma americana de mercados de previsão, alertou que o custo da dívida pública dos Estados Unidos alcançou 3,3% do PIB, um recorde. O total anual desses pagamentos já ultrapassa US$ 1 trilhão, conforme dados do OMB, braço orçamentário da Casa Branca, do Federal Reserve, banco central americano, e do CBO, órgão de análise orçamentária do Congresso. A conta inclui juros sobre títulos do Tesouro americano e outras obrigações do governo federal.
O aumento foi impulsionado pelo volume de endividamento acumulado e pelas taxas de juros elevadas desde 2022. Para o ano fiscal de 2025, as mesmas instituições confirmam uma faixa de 3,15% a 3,3% do PIB. O percentual se aproxima dos máximos de 1991, embora fique abaixo de alguns picos medidos com juros brutos.
O custo crescente dos juros já rivaliza ou supera os gastos anuais com defesa dos Estados Unidos. A projeção é de que o item cresça mais rápido do que outras despesas orçamentárias, limitando prioridades discricionárias. O movimento ocorre em um cenário de endividamento já elevado.
Os números foram compilados pelo OMB, pelo Federal Reserve e pelo CBO. As três instituições usam metodologias levemente diferentes, o que explica a variação entre 3,15% e 3,3% do PIB. A consistência entre as medições reforça a leitura de que o patamar é o mais alto da série histórica.

