Lulinha, filho do presidente Lula, é investigado pela Polícia Federal por suspeita de tráfico de influência. Ele visitou o Palácio do Planalto 18 vezes em um ano e meio, entre 2023 e 2025, segundo registros oficiais de entrada. A suspeita é de que ele tenha usado sua relação com o presidente para intermediar interesses privados no governo.
Lulinha é o apelido de Fábio Luís Lula da Silva, primogênito do presidente Lula. As visitas ocorreram durante o atual mandato, iniciado em janeiro de 2023, quando Lula assumiu o cargo pela terceira vez. A média é de uma visita por mês ao longo do período.
A Polícia Federal interceptou mensagens de Lulinha orientando cobranças a fornecedores. A PF apura se essas cobranças configuram tráfico de influência. Uma amiga de Lulinha fez mais de 40 visitas registradas ao Planalto fora da agenda oficial no mesmo período.
As mensagens obtidas pela investigação mostram Lulinha atuando em conjunto com a lobista Roberta Luchsinger em negociações envolvendo o governo. O Palácio do Planalto, por sua vez, nega que as visitas tenham gerado vantagem financeira ao filho do presidente. Contra Lulinha, há três inquéritos na Polícia Federal. A notícia foi divulgada hoje pelos jornais O Globo e Metrópoles, que tiveram acesso aos registros de entrada no Palácio do Planalto.




