O jornal Valor Econômico informou que Michael Klein, filho do fundador da Casas Bahia, é credor e deve votar no plano de recuperação judicial. A recuperação judicial, protocolada em 16 de agosto de 2026, envolve R$ 17,3 bilhões em dívidas. Antes disso, a empresa tentou um acordo extrajudicial em 2024 e uma conversão de dívida em ações em 2025.
Nesse tipo de processo, a empresa negocia com credores organizados em classes conforme o tipo de crédito. A legislação separa, por exemplo, créditos trabalhistas, créditos com garantia real e créditos quirografários. O acordo estabelece prazos, descontos e formas de pagamento, com votação em assembleia de credores. A rejeição do que for proposto pode levar à falência.
Klein também é acionista minoritário e locador de imóveis da companhia. A posição dele pode influenciar os votos dos demais credores e o desfecho da reestruturação. O processo corre em meio ao fechamento de lojas e às demissões em curso na rede da varejista. A Casas Bahia é uma das maiores varejistas de móveis e eletrodomésticos do país.
No processo, Klein figura como credor quirografário, categoria que reúne credores sem garantia. O Valor não informou o valor do crédito de Klein.



