O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu nesta quinta-feira à Justiça Eleitoral que barre o registro da candidatura de Pablo Marçal à Presidência da República. O pedido foi formalizado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e cita a condenação de Marçal pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), em 2024, que impôs oito anos de inelegibilidade ao ex-coach. A validade da pena alcança outubro de 2032. Marçal é candidato pelo PRTB, partido que o lançou à disputa presidencial.
A condenação do TRE-SP apontou que Marçal usou as redes sociais de forma indevida por meio de concursos de prêmios. Os sorteios serviram para massificar a produção de conteúdo eleitoral, ampliando artificialmente o alcance de suas mensagens. A prática foi considerada uma violação das regras eleitorais pela Justiça de São Paulo.
No pedido ao TSE, o MPE também solicitou medidas cautelares imediatas. A intenção é impedir que Marçal acesse o fundo público de campanha, o tempo gratuito de rádio e TV e a participação em debates enquanto o caso é analisado. A ideia é evitar que recursos públicos sejam destinados a uma candidatura que pode ser invalidada pela Corte Eleitoral.
O caso tramita no TSE, órgão máximo da Justiça Eleitoral, que vai decidir se Marçal pode ou não concorrer em 2026. A solicitação do MPE inclui a rejeição definitiva do registro, e não apenas uma suspensão provisória. Cabe à Corte analisar os argumentos apresentados pelo MPE e definir o futuro da candidatura na eleição presidencial.



