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Elon Musk

Musk coloca China como maior rival em IA

Elon Musk, dono da Tesla e da xAI, disse que a China é 'de longe' a concorrente mais forte do setor de inteligência artificial.

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Foto: upload.wikimedia.org
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O empresário Elon Musk, dono da Tesla e da xAI, disse que a China é 'de longe' a concorrente mais forte em inteligência artificial. 'A China é, de longe, a mais forte concorrente em IA', afirmou o bilionário, sem explicar os critérios usados na comparação com os Estados Unidos.

A declaração ocorre em meio à corrida global pelo domínio da inteligência artificial, que opõe Washington e Pequim. O governo americano tem restringido a venda de chips avançados da Nvidia, gigante de semicondutores, para impedir que a China use o poder de processamento em aplicações militares. Apesar das sanções, startups chinesas como a DeepSeek, criadora de modelos de linguagem em larga escala, desenvolveram sistemas com desempenho próximo aos americanos e custo menor. O avanço chinês derrubou ações de tecnologia nos EUA no início do ano, e o setor segue disputado por talentos e capacidade de computação.

Na avaliação de Musk, que também comanda a SpaceX, empresa de exploração espacial, a vantagem chinesa está na escala de dados e na engenharia. A China tem a maior população de usuários de internet do mundo, o que fornece material em massa para treinar sistemas de IA. Pequim mantém linhas de subsídio para universidades e centros de pesquisa, enquanto os Estados Unidos dependem majoritariamente da iniciativa privada. O país também expande data centers e busca desenvolver semicondutores próprios para reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros. O bilionário já havia dito em outras ocasiões que o país asiático se tornaria uma potência no setor, e agora o classifica como o principal concorrente dos americanos.

A xAI, empresa fundada por Musk em 2023, desenvolve o chatbot Grok e compete diretamente com a OpenAI, criadora do ChatGPT. O comentário do executivo foi feito em um momento em que Pequim acelera a criação de modelos próprios e amplia a infraestrutura de computação, enquanto os Estados Unidos discutem novas regras para a exportação de chips.