Quem aplicou US$ 10 mil em ações da Nike há cinco anos teria hoje apenas US$ 2,5 mil, segundo a Kalshi, plataforma americana de apostas em eventos. O cálculo equivale a uma perda de cerca de 74% do valor investido entre agosto de 2021 e agosto de 2026.
Levantamento da Kalshi, divulgado em sua conta oficial, aponta que o tombo acompanha a queda das ações da Nike, que saíram de picos acima de US$ 160 no fim de 2021 para cerca de US$ 40 atualmente. O papel registrou retornos anuais negativos na maioria dos anos desde 2022.
A desvalorização ocorre em meio à demanda mais fraca, ao aumento da concorrência e a problemas de percepção da marca. As respostas à publicação da Kalshi citam ainda o afastamento de consumidores em razão de ações de marketing e ativismo, ecoando a crítica de que a empresa teria adotado pautas que afastam seu público tradicional.
Embora o post não cite o desempenho da rival Adidas, a comparação com a concorrente alemã é um dos pontos levantados em análises recentes sobre o setor esportivo. A Nike, que já foi a ação favorita de investidores de varejo, agora enfrenta o desafio de recuperar participação em um mercado dominado por novas marcas e por mudanças no comportamento do consumidor.



