Patrimônio acionário corporativo passa de 400% do PIB
Indicador Buffett mostra valor de empresas americanas quase o dobro do pico da bolha das pontocom
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O patrimônio acionário corporativo dos Estados Unidos está avaliado em mais de 400% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. O dado, confirmado neste domingo (16), representa quase o dobro do pico da bolha das pontocom, no início dos anos 2000. A informação foi repercutida por analistas e investidores ao longo do dia.
O Indicador Buffett, que mede o valor total das ações listadas em relação ao PIB anual dos Estados Unidos, marca 400%, contra 204% no auge da bolha das pontocom em 2000. O nível atual também triplica o registrado antes do crash de 1987, segundo um analista citado pela revista Fortune em artigo de 14 de agosto. A métrica é usada como termômetro do preço das ações no mercado americano.
A relação entre capitalização de mercado e PIB é uma das principais referências para medir se as ações estão caras ou baratas. Quando o percentual sobe, o preço das ações fica alto em comparação com a capacidade das empresas de gerar lucro no futuro. O patamar elevado amplia o risco de correção e passa a ser observado com atenção por investidores.
O patamar atual já motivou discussões sobre valuations recordes e o risco de correção nos mercados americanos. Investidores também associam o número ao Shiller CAPE, indicador que ajusta os lucros pela inflação e está perto de 41 vezes. Esse múltiplo é bem superior à média histórica e costuma aparecer em cenários de euforia.
Nem todos, porém, consideram a comparação precisa. Alguns participantes do mercado argumentam que a relação entre capitalização e PIB perdeu utilidade com o aumento de empresas listadas no exterior e as mudanças na composição do mercado. Ainda assim, o dado alimenta o debate sobre até onde pode ir a valorização das bolsas nos Estados Unidos.


