A produção de gasolina da Rússia recuou no fim de agosto, em meio a ataques de drones ucranianos a refinarias, e caiu para cerca de 70% do consumo interno do país, segundo fontes do setor que pediram anonimato. O percentual evidencia o aperto na oferta doméstica do combustível.
A queda dá continuidade à crise de combustíveis que atinge a Rússia desde 2025. Os ataques ucranianos danificaram mais da metade das refinarias do país e reduziram o processamento de petróleo ao menor nível em 21 anos. Com menos gasolina disponível, filas e escassez voltaram a aparecer nos postos em agosto.
Para conter o desabastecimento, o governo russo recorreu à importação de gasolina do Cazaquistão, da Índia e da Turquia. Também manteve a proibição de exportação do combustível e adotou racionamento regional. Apesar das medidas, a pressão sobre os preços continua, com a inflação da gasolina em alta.
A capacidade limitada de exportação do Cazaquistão dificulta um aumento rápido do fornecimento. O déficit de gasolina, equivalente a cerca de 30% do consumo interno, tem sido coberto em parte por importações.




