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NATO

Rússia detecta atividade extensa da força aérea da Otan

A Rússia relatou que a Otan realizou exercícios não anunciados com caças F-35 e aeronaves de vigilância perto de Kaliningrado.

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Foto: static.timesofisrael.com
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A Rússia detectou uma atividade 'extensa' da força aérea da Otan, a aliança do Atlântico Norte, perto de seu território, segundo comunicado divulgado em 18 de agosto. A declaração veio após exercícios não anunciados da aliança, que mobilizaram caças F-35, aviões de alerta antecipado AWACS, aeronaves de reabastecimento, meios de guerra eletrônica e aviões de apoio. Os voos foram registrados na região do Báltico, próximo ao exclave russo de Kaliningrado. A movimentação ocorre em meio a tensões regionais na fronteira leste da aliança.

Dados de rastreamento de voo mostram que as aeronaves atuaram no espaço aéreo internacional sobre o Báltico, em uma área monitorada por ambos os lados. Os exercícios demonstraram capacidade de comando, vigilância e ataque ao longo do flanco leste da Otan. A concentração de caças F-35, aviões AWACS e aeronaves de apoio foi detectada na região entre a Polônia e a Lituânia. A Otan descreve as operações como treinamento de rotina e esforços de dissuasão.

O episódio se soma a um padrão de monitoramento recíproco no Báltico, onde Rússia e Otan aumentaram recentemente as sondagens aéreas e navais, sem escalada imediata. A região é estratégica por abrigar Kaliningrado, território russo isolado entre a Polônia e a Lituânia, além de concentrar bases da Otan nos países bálticos. A operação ocorreu em meio a tensões regionais na fronteira leste da aliança, com as duas partes mantendo presença militar constante na área. Os dois lados têm usado o Báltico como palco de demonstração de força, sem que as ocorrências tenham se convertido em confronto direto.

As operações não anunciadas incluíram aeronaves de reabastecimento, essenciais para missões de longa duração. A participação de aviões de guerra eletrônica e de alerta antecipado reforça a capacidade da Otan de operar em ambiente hostil. A Rússia não detalhou a natureza da atividade além de classificá-la como 'extensa'. A Otan mantém uma força de policiamento aéreo no Báltico, responsável por patrulhar o espaço aéreo da aliança.