Socorristas alcançaram o epicentro do deslizamento de lama que atingiu o Tibete, na fronteira com o Nepal, após o desastre de 27 de agosto. Segundo a mídia estatal chinesa, o desastre deixou 3 mortos confirmados e 558 desaparecidos, sendo mais de 260 deles estrangeiros. O desabamento de detritos no lado nepalês da fronteira, perto do Porto de Gyirong, deu origem à avalanche de lama e à enxurrada que atingiu a região.
O Porto de Gyirong, na divisa entre Tibete e Nepal, é um dos principais pontos de passagem entre os dois países, usado por viajantes e cargas que cruzam a região do Himalaia. Com o deslizamento, o fluxo na rota foi interrompido e áreas próximas ao posto de fronteira foram atingidas. Equipes de emergência foram enviadas ao local para iniciar as buscas por sobreviventes.
O Exército de Libertação Popular, forças armadas da China, foi mobilizado para atuar na região. O risco de transbordamento de um lago a montante é um dos fatores que complicam o acesso ao local. Autoridades locais ainda não informaram quantas pessoas estavam no momento da tragédia nem a extensão dos danos às vilas vizinhas.
Entre os desaparecidos, mais de 260 são estrangeiros, o que amplia a complexidade da operação. O número de feridos não foi divulgado até o momento. As equipes continuam no local, procurando por vítimas entre a lama e os escombros.

