O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou que seu governo tenha pressionado o Canadá a enfraquecer as proteções ao idioma francês nas negociações comerciais. Trump chamou a acusação do primeiro-ministro canadense Mark Carney de "mentira" e afirmou que "nunca interferiria com os canadenses francófonos".
A negativa ocorre após o colapso das negociações entre os dois países e a imposição de tarifas de 50% sobre produtos canadenses. Carney havia citado como inaceitáveis as exigências de Washington sobre rotulagem bilíngue, regras de streaming e as leis de língua francesa de Quebec, província do Canadá, classificando-as como ameaças à soberania cultural canadense.
Trump rebateu dizendo que Carney está politizando a disputa para ganhar apoio em Quebec, em meio a tensões no conflito comercial bilateral em torno de barreiras como o projeto de lei 96, que reforça o uso do francês na província, e as regras de promoção de conteúdo local em plataformas de streaming.
O projeto de lei 96, voltado à proteção do francês em Quebec, é um dos pontos de atrito entre os dois governos. Carney já havia citado as leis linguísticas da província como inaceitáveis, enquanto Trump nega que as tenha exigido. A disputa expõe como o idioma se tornou mais um campo de batalha no conflito comercial entre os dois países.




