O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu nesta sexta-feira que o país pode sancionar bancos chineses por suas ligações com o Irã. A possibilidade foi levantada em meio ao impasse sobre o programa nuclear iraniano, que voltou ao centro do debate internacional nos últimos meses. Trump já havia retirado os EUA do acordo nuclear de 2015 e reimposto sanções contra Teerã em 2018.
A China é o principal destino das exportações de petróleo do Irã, e instituições financeiras chinesas são frequentemente citadas como intermediárias dessas transações. Em 2018, no primeiro mandato de Trump, Washington reimpôs sanções ao setor de energia iraniano como parte da política de pressão máxima contra o governo de Teerã. A estratégia reduziu as vendas externas do Irã, mas não as interrompeu por completo.
Trump disse que os EUA poderiam mirar bancos que mantêm relações com o Irã, sem especificar quais instituições seriam atingidas. A declaração foi uma sugestão, e não um anúncio formal de sanção. Não há detalhes sobre prazo ou lista de bancos.
Bancos chineses já foram alvo de sanções americanas por causa do Irã. Em 2012, o Banco de Kunlun, ligado à estatal chinesa de petróleo CNPC, foi punido por Washington por facilitar transações com bancos iranianos. A sanção cortou o acesso da instituição ao sistema financeiro dos Estados Unidos na época.




