Aeronaves da Arábia Saudita bombardearam posições dos houthis, grupo rebelde iemenita, na fronteira com o Iêmen nesta segunda-feira (17). Os bombardeios ocorrem dois dias após relatos de artilharia e mísseis sauditas na região de fronteira.
O ataque desta segunda-feira evidencia o enfraquecimento do acordo de desescalada firmado entre Arábia Saudita e houthis em 2022. O entendimento, que pôs fim a anos de confrontos diretos, vinha sendo corroído por incidentes recentes, como o disparo de mísseis do grupo contra um navio saudita nas últimas semanas.
Ataques em Hodeidah e Kamaran
Antes do episódio desta segunda, a Arábia Saudita já havia bombardeado alvos em Hodeidah, cidade portuária do Iêmen, e na ilha Kamaran em julho de 2026. Os ataques de 15 de agosto atingiram distritos de Saada, província que faz fronteira com o território saudita e é reduto do movimento houthi.
Os houthis contam com apoio do Irã, e a presença de comandantes da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), corpo de elite do país persa, no Iêmen é apontada em relatos. O envolvimento iraniano é citado como um dos agravantes da tensão na fronteira e no Mar Vermelho, rota vital para o comércio global.
Relatos independentes sobre o ataque desta segunda-feira ainda são limitados, e o governo saudita não comentou oficialmente o episódio. Múltiplas contas de notícias republicaram o relato inicial em poucas horas, sem acrescentar confirmação independente do alcance dos bombardeios.



