O Bitcoin, maior criptomoeda do mundo em valor de mercado, encerrou a semana de 23 de agosto de 2026 com a maior alta semanal em mais de três anos, segundo a Kalshi, plataforma americana de mercados de previsão. O ganho acumulado no período foi de 23%, elevando o preço de cerca de US$ 63 mil para uma faixa entre US$ 77 mil e US$ 79 mil. Esse avanço representou também o maior aumento em dólares já registrado pelo ativo em uma única semana, de acordo com os dados apurados.
O rali foi impulsionado pelo programa expandido de recompra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos. A medida reduziu os rendimentos dos papéis e direcionou US$ 1,92 bilhão para os ETFs de Bitcoin à vista negociados no país. Ao recomprar títulos, o Tesouro reduz a oferta de papéis no mercado, o que contribui para a queda das taxas. Esses fundos são negociados em bolsas dos Estados Unidos e dão exposição ao Bitcoin sem a compra direta do ativo.
A Kalshi compartilhou o levantamento para destacar eventos em tempo real possivelmente ligados aos seus contratos de preço de criptomoedas. O movimento reflete um sentimento renovado de alta entre os participantes do mercado, segundo os dados apurados. O contexto também foi associado ao FOMO, sigla em inglês para 'fear of missing out', um dos fatores por trás da valorização. O termo descreve a ansiedade de perder uma oportunidade lucrativa, comportamento comum em mercados com alta rápida como o observado na semana.



