O Walmart divulgou, no segundo trimestre fiscal de 2027, o crescimento de vendas mais lento nos Estados Unidos em seis anos. As vendas comparáveis subiram 2,6% no período, excluindo combustíveis. O resultado ficou abaixo das estimativas de 3,7% a 3,8% projetadas por analistas antes do balanço.
A desaceleração foi causada principalmente pela deflação de medicamentos, que tirou cerca de 125 pontos-base do crescimento. O efeito veio depois que o Medicare, programa de saúde dos Estados Unidos, passou a aplicar novos limites de preços a remédios. Sem a pressão das farmácias, a expansão teria ficado próxima de 3,85%, dentro do intervalo esperado.
Nas categorias fora das farmácias, o desempenho foi mais forte. As vendas do núcleo de mercadorias subiram 3,4% no período, enquanto o comércio eletrônico avançou 24%. O Walmart também superou as estimativas de receita e de lucro por ação no trimestre. O contraste entre o resultado geral e o desempenho das demais categorias mostra que a fraqueza foi pontual.
A companhia elevou a projeção de vendas e lucro para o ano fiscal completo, apesar do crescimento mais lento no segundo trimestre. As ações, porém, caíram cerca de 6% no pré-mercado, sinal de preocupação com o enfraquecimento dos gastos do consumidor. A reação negativa veio mesmo com a elevação da orientação para o ano, o que indica que a desaceleração das vendas teve mais peso do que as notícias positivas do balanço.



