A Braskem, petroquímica brasileira, entrou na Justiça de São Paulo com pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar dívidas. O passivo soma aproximadamente R$ 54 bilhões, o equivalente a mais de US$ 10 bilhões. O pedido foi protocolado na segunda-feira, 24 de agosto de 2026, mesmo dia em que expirava uma proteção judicial de 60 dias contra ações de credores. A informação foi publicada pelo jornal O Globo.
O pedido ocorre após meses de negociações tensas com detentores de títulos da dívida e bancos. Uma proposta inicial apresentada pela Braskem foi rejeitada pelos credores, o que levou a empresa a buscar a via formal. Com a recuperação extrajudicial, a companhia ganha 90 dias de proteção para negociar um plano final de reestruturação. Esse plano dependerá da aprovação da maioria dos credores para ter eficácia.
A escolha pela via extrajudicial, em vez da recuperação judicial completa, é menos disruptiva para as operações da companhia. Nesse modelo, o acordo com os credores é submetido à Justiça para homologação. A homologação é o ato pelo qual o juiz confere validade ao acordo firmado entre a empresa e os credores. A recuperação extrajudicial é um instrumento do direito empresarial usado por companhias que buscam reestruturar o passivo sem passar por uma intervenção judicial ampla.




