A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) comparou na terça-feira a economia global a um 'navio sacudido pela tempestade'. A economia, segundo a chefe do fundo, está presa entre inflação alta, dívidas e guerras comerciais, mas é impulsionada pela revolução da inteligência artificial.
A comparação ocorre em um momento em que a alta de preços continua a pressionar o custo de vida em diversos países, enquanto os governos acumulam endividamento para financiar seus gastos. As guerras comerciais entre as maiores economias do mundo, por sua vez, elevam a incerteza para empresas e investidores, ao interferir no fluxo de mercadorias e nas cadeias de suprimento. A inteligência artificial, nesse contexto, é apontada pela diretora-gerente como um vento favorável capaz de impulsionar a produtividade.
O FMI, instituição multilateral criada para zelar pela estabilidade financeira global, monitora os efeitos desses fatores sobre o crescimento mundial. A fala da diretora-gerente reforça a avaliação de que a economia global segue em ritmo moderado, cercada de riscos e incertezas. Ao mesmo tempo, a revolução da inteligência artificial aparece como uma oportunidade concreta de retomada do dinamismo, segundo a visão da chefe do fundo.
A declaração foi repercutida pelo site The Insider Paper, que a apresentou como um retrato da economia global dividida entre crises e a oportunidade aberta pela inteligência artificial. A chefe do FMI não apresentou, na declaração, números ou projeções sobre o desempenho da economia mundial para os próximos meses.



