China manifesta interesse em receber visita de Trump apesar da guerra no Irã, conforme o FT.
SUBHEAD: China desafia tensões globais e estende tapete vermelho a Trump em meio à guerra no Irã: pragmatismo ou nova jogada estratégica?
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Image via The President Archives
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Em um gesto que surpreende o mundo em chamas pela guerra no Irã, a China manifestou interesse em receber uma visita oficial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A revelação veio do Financial Times nesta semana, apontando para o esforço de Pequim em manter pontes diplomáticas abertas, mesmo com o Oriente Médio em ebulição e sanções americanas pressionando Teerã.
Donald Trump, em seu segundo mandato iniciado em janeiro de 2025 após a vitória nas eleições de 2024, tem adotado uma postura pragmática com rivais globais. Sua doutrina America First já rendeu diálogos diretos com o presidente chinês Xi Jinping durante o primeiro governo, incluindo a assinatura do acordo comercial de Fase 1 em 2020, que reduziu tarifas em bens agrícolas e manufaturados. Apesar de disputas persistentes no Mar do Sul da China e embargos a empresas como Huawei, Trump vê oportunidades em negociações bilaterais.
A guerra no Irã, deflagrada em meados de 2025 com ataques israelenses a instalações nucleares e retaliações iranianas via proxies como o Hezbollah e os houthis, transformou a região em um barril de pólvora. Conflitos aéreos intensos, bloqueios no Estreito de Ormuz e sanções dos EUA elevaram os preços do petróleo brent para acima de 120 dólares por barril, afetando economias globais. A China, que importa cerca de 10 por cento de seu petróleo do Irã apesar das restrições ocidentais, opta por não alinhar-se totalmente com Teerã para preservar laços com Washington.
Fontes do Financial Times revelam que o convite foi feito por canais discretos em uma cúpula virtual recente, com ênfase no comércio bilateral, que superou 600 bilhões de dólares em 2025, e em parcerias para inteligência artificial e semicondutores. Analistas interpretam isso como uma manobra de Xi Jinping para navegar um mundo multipolar, contrabalançando a influência americana e europeia sem provocar escaladas.
Esse avanço diplomático surge em meio a atritos crescentes, como acusações de ciberespionagem mútua e restrições a investimentos em chips avançados, com os EUA bloqueando exportações para firmas chinesas. Para Trump, uma ida a Pequim representaria uma chance de ouro para renegociar termos comerciais favoráveis e coordenar pressões sobre o Irã, consolidando sua fama de negociador duro.
Especialistas ouvidos pelo jornal, no entanto, alertam para armadilhas. A retórica de Trump sobre Taiwan, onde ele apoia vendas de armas a Taipei, e críticas a Hong Kong podem azedar o clima. Com o comércio global ainda se recuperando da pandemia e das guerras comerciais passadas, o sucesso dessa ponte depende de concessões mútuas. Resta aguardar se a visita se concretizará em 2026, um ano já repleto de incertezas econômicas e geopolíticas.