Em 28 de agosto de 2026, a administração Trump prepara uma regra de inteligência artificial para conter o acesso remoto da China a chips avançados, conforme a The Information, publicação especializada em tecnologia. A medida, ainda em elaboração, busca impedir que empresas chinesas utilizem semicondutores de alta capacidade para treinar modelos de IA. O teor exato da regra, porém, não foi divulgado.
Os Estados Unidos já impuseram controles à exportação de chips para a China em gestões anteriores, tanto na primeira passagem de Trump pela Casa Branca quanto na administração de Joe Biden. Essa política concentrou-se na venda física dos componentes, sem tratar do acesso remoto. A nova regra amplia o escopo e representa um endurecimento das restrições no setor, em um momento em que o acesso remoto a chips avançados se tornou uma preocupação crescente para Washington.
A movimentação ocorre após relatos, em 2025, de que Trump planejava afrouxar as restrições à venda de chips da Nvidia para a China. A reportagem da publicação, porém, indica que a administração atual segue na direção oposta, ao menos no que diz respeito ao uso remoto. Essa diferença sugere que o governo tenta equilibrar os interesses comerciais das empresas americanas com as preocupações de segurança nacional.
A disputa entre Estados Unidos e China pelo domínio da inteligência artificial levou Washington a adotar medidas cada vez mais duras contra o setor de chips. A nova regra, segundo a The Information, é mais uma dessas medidas. A Nvidia, principal fabricante de chips de IA, está no centro desse conflito.
O texto não detalha prazos nem mecanismos de fiscalização da nova regra. A publicação não cita autoridades que tenham confirmado a medida publicamente. Até o momento, a proposta segue em análise na administração.




