As autoridades de segurança pública da China puniram 10 pessoas por espalhar informações falsas on-line sobre a tragédia de 26 de agosto no condado de Gyirong, no Tibete. As penas vão de multa a até dez dias de detenção.
O desastre foi causado pelo colapso de uma geleira no Nepal, na cordilheira do Himalaia, que em apenas seis a sete minutos empurrou uma avalanche de gelo, rocha e lama por 22 quilômetros para dentro do território chinês.
O deslizamento deixou ao menos 903 mortos no Nepal e 16 no Tibete. No lado chinês, 546 pessoas seguem desaparecidas, incluindo 261 estrangeiros de 23 países que estavam na região no momento exato do desastre.
O condado de Gyirong fica em uma zona remota de alta altitude, perto da fronteira com o Nepal. As autoridades afirmam que os dados oficiais são transparentes, apesar do acesso restrito à área atingida, o que dificulta a verificação independente dos números.
Os boatos que levaram às punições exageravam o número de mortos na tragédia. As penalidades foram aplicadas para coibir a disseminação de informações falsas durante a emergência. As autoridades não detalharam o conteúdo exato das publicações.
A punição dos 10 está ligada à legislação chinesa que criminaliza a divulgação de informações falsas na internet. Os nomes dos punidos não foram revelados e não foi informado até o momento quantos receberam multa e quantos foram detidos ao todo.


