Em 2026, a Coreia do Sul manifestou publicamente seu apoio aos esforços do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para retomar as negociações com a Coreia do Norte. A posição foi apresentada pelo assessor de segurança nacional sul-coreano, Wi Sung-lac, que defendeu que as conversas tenham como meta um progresso real na desnuclearização da península. Trump, que está no segundo mandato, busca reabrir o canal de diálogo com Pyongyang. A Coreia do Sul, um dos principais aliados de Washington na Ásia, reforça assim sua posição de parceira no processo.
Durante o primeiro mandato de Trump, o presidente americano participou de cúpulas com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, em um movimento histórico de aproximação. A nova tentativa ocorre depois de um período sem avanços concretos nas relações entre Washington e Pyongyang. A Coreia do Sul não quer ser excluída de qualquer negociação que envolva a península e acompanha as movimentações com atenção.
A declaração de Wi Sung-lac também reforça a necessidade de manutenção da prontidão de segurança sul-coreana. O governo sul-coreano entende que o diálogo diplomático não pode ocorrer sem a preservação de sua capacidade de defesa. Seul defende que qualquer negociação leve em conta a estabilidade militar da região.
Coreia do Sul e Coreia do Norte permanecem tecnicamente em guerra desde o armistício que encerrou o conflito de 1950-1953. Seul mantém uma aliança militar com os Estados Unidos, que inclui a presença de tropas americanas em território sul-coreano. A aliança, forjada ao longo de décadas, é um dos pilares da política externa do país. Esse alinhamento ajuda a explicar a posição de apoio à iniciativa de Trump para o diálogo com Pyongyang.




