O CEO da petroleira francesa TotalEnergies, Patrick Pouyanne, afirmou que o transporte de petróleo no Estreito de Hormuz está sob disrupção. O custo de um navio supertanque para cruzar a rota é de cerca de US$ 20 milhões, ou US$ 10 por barril, segundo dados apurados. O estreito é a principal passagem marítima para o petróleo exportado pelo Golfo Pérsico, ligando a região aos mercados internacionais.
A TotalEnergies compra petróleo do Golfo por US$ 50 a US$ 60 por barril. O preço é praticado antes do transporte, ou seja, o custo do frete incide depois da compra. A companhia, que atua na compra de petróleo na região, é diretamente afetada pelo aumento do custo do frete, que representa uma parcela relevante do preço final do barril.
O Brent acima de US$ 90 cria margens lucrativas para traders e donos de navios. Nesse patamar, o preço internacional do petróleo é alto o suficiente para absorver o custo extra do transporte pelo Estreito de Hormuz. A afirmação de Pouyanne sobre a disrupção no transporte ocorre em um momento em que o mercado já opera com preços elevados.
O fluxo contínuo pelo Estreito de Hormuz evitou que os preços globais do petróleo superassem US$ 100. Apesar da disrupção no transporte de óleo mencionada pelo CEO da TotalEnergies, a passagem de navios segue ocorrendo normalmente.



