Deputado Arthur Lira considera deixar o PP para se filiar ao PL.
Arthur Lira, presidente da Câmara, pode abandonar o PP e migrar para o PL de Bolsonaro em busca de novo rumo político
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Image via The President Archives
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O deputado federal Arthur Lira, atual presidente da Câmara dos Dep, está considerando deixar o Partido Progressistas (PP) para seiar ao Partido Liberal (PL), legenda comandada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação circula nos bastidores de Brasília e reflete as movimentações intensas no tabuleiro político brasileiro às vésperas da janela partidária, que abre em março de 2025.
Lira, alagoano de 54 anos e uma das figuras mais poderosas do Centrão – o bloco de partidos de centro-direita que dita o ritmo no Congresso –, tem histórico de alianças pragmáticas. Eleito presidente da Câmara em 2021 com apoio bolsonarista, Lira rompeu publicamente com Bolsonaro em 2022 para apoiar a candidatura de Lula, mas manteve influência sobre pautas governistas. Sua permanência no PP, um dos maiores partidos do Centrão com cerca de 50 deputados, tem sido marcada por negociações bilionárias de emendas parlamentares.
A possível migração para o PL surge em um momento de realinhamento estratégico. O PL, que saltou de 42 para 99 deputados nas eleições de 2022 graças ao efeito Bolsonaro, busca consolidar sua posição como principal força da direita. Analistas veem na filiação de Lira uma tentativa de reconciliação com o bolsonarismo, especialmente após atritos recentes, como a CPI das Bets e pressões por investigações contra o ex-presidente. Isso poderia fortalecer o PL no Nordeste, reduto de Lira, e influenciar a escolha do próximo presidente da Câmara em 2025.
No entanto, a mudança não é garantida. Lira enfrenta resistências internas no PP, que o elegeu como seu principal nome, e precisa negociar cargos e recursos. Qualquer filiação dependeria de liberação do diretório nacional progressista e de acordos com o PL, presidido por Valdemar Costa Neto. Para o governo Lula, que conta com o Centrão para aprovar reformas como a tributária, a saída de Lira do PP poderia complicar as articulations no Congresso, abrindo espaço para maior instabilidade.
Essa notícia reforça o eterno jogo de cadeiras na política brasileira, onde lealdades partidárias são fluidas e o poder se mede em votos e verbas. Fique de olho: a janela partidária pode redesenhar o mapa das alianças rumo às eleições de 2026.