A Carta da ONU prevê a suspensão do direito de voto para países inadimplentes, mas os Estados Unidos seguem com direito de voto na Assembleia Geral. O país acumula US$ 1,4 bilhão em contribuições atrasadas e US$ 767 milhões do orçamento de 2026, totalizando US$ 2,17 bilhões em débito com a organização.
De acordo com o Artigo 19 da Carta das Nações Unidas, a perda do voto ocorre quando o valor devido supera as contribuições de dois anos completos, e a Assembleia Geral pode conceder exceções. O secretário-geral da ONU, António Guterres, que segue no cargo e sem registros de inelegibilidade ou problemas legais, alertou que o caixa da entidade poderia se esgotar até julho de 2026 se os pagamentos não fossem regularizados.
A ONU depende das cotas pagas pelos países-membros para custear sua estrutura administrativa e missões de paz. Sem a regularização dos repasses, a entidade poderia ficar sem recursos para operar a partir de julho de 2026.


