Uma autoridade dos EUA negou à Reuters que a Ilha de Kharg, principal centro exportador de petróleo do Irã, tenha sido alvo dos ataques noturnos de 30 de agosto. “Os militares americanos não tiveram a Ilha de Kharg como alvo”, disse a fonte. A declaração contradiz uma publicação do presidente Donald Trump que mostrava um vídeo gerado por inteligência artificial e afirmava que a ilha havia sido “reduzida a estilhaços”.
O Comando Central dos EUA (Centcom) confirmou que os ataques atingiram dois lançadores de foguetes da Guarda Revolucionária do Irã na Ilha de Larak, no Estreito de Ormuz. A ação, ocorrida em 30 de agosto, teve como objetivo impedir o lançamento de minas navais contra embarcações que passam pelo estreito. Foi o primeiro ataque americano reconhecido contra posições iranianas em semanas. A região é vital para o transporte de petróleo do Golfo Pérsico.
Em março de 2026, a Ilha de Kharg foi atingida em uma rodada anterior de ataques dos EUA, quando mais de 90 alvos militares foram atingidos e a infraestrutura petrolífera foi poupada. O episódio acentua as tensões em torno do controle do Estreito de Ormuz e dos fluxos globais de energia.



