Segundo informações apuradas, o governo dos Estados Unidos se prepara para reenviar diplomatas a embaixadas no Oriente Médio já a partir desta semana. O movimento inclui aumento de efetivo em oito países da região: Israel, Líbano, Arábia Saudita, Catar, Jordânia, Omã, Iraque e Kuwait. A medida indica que Washington vê menor risco de um novo conflito em larga escala com o Irã.
O retorno ocorre após meses de diplomatas em situação de limbo. A guerra entre Estados Unidos e Irã em 2026 levou o governo americano a ordenar a saída de funcionários das representações na região entre fevereiro e março. Os evacuados ficaram em situação de limbo, enquanto as embaixadas mantiveram equipe mínima e serviços reduzidos.
Mesmo com o reforço do efetivo, restrições de viagem para familiares de diplomatas continuam em vários países da região. A permanência das restrições é um indicativo de que o governo americano ainda considera relevantes os riscos de segurança, apesar da menor probabilidade de conflito em larga escala.
A decisão ocorre em meio ao impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã, com as sanções econômicas contra o país seguindo em vigor. O reenvio de diplomatas, ainda que parcial, sinaliza uma mudança na avaliação de Washington sobre a segurança na região.



