O presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que a inflação americana segue alta e deixou em aberto a possibilidade de novos aumentos da taxa de juros. Os preços estão acima da meta de 2% há mais de cinco anos, e o núcleo da inflação permanece perto de 3%, o que sustenta a pressão por aperto monetário.
Em declaração à agência de notícias Associated Press, Warsh afirmou que a porta segue aberta para novos aumentos da taxa de juros. A fala ocorre antes de sua participação no simpósio de Jackson Hole, encontro anual de banqueiros centrais, onde ele deve equilibrar o tom duro contra a inflação com a preferência por orientações futuras limitadas.
Warsh assumiu o comando do banco central americano em maio de 2026, em meio a divergências internas no Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC). Na reunião de julho, houve votos discordantes favoráveis a uma alta dos juros. O mercado financeiro passou a precificar aperto na próxima reunião, em setembro, diante da inflação persistente.
Uma nova alta de juros encarece o crédito para consumidores e empresas e desacelera a atividade econômica, mas é o principal instrumento do Fed para tentar trazer os preços de volta à meta. O aperto monetário reduz a demanda ao elevar o custo de financiamentos imobiliários, de veículos e de cartões de crédito, um efeito que atinge diretamente as famílias. Para as empresas, o custo de capital mais alto adia investimentos e contratações.



