Os contratos futuros de juros dos EUA agora indicam que alta de juros do Fed em setembro de 2026 é mais provável do que a manutenção da taxa em 3,50%-3,75%. A mudança na precificação ocorre depois que o índice de preços de gastos com consumo (PCE) de julho mostrou inflação anual de 3,7%, bem acima da meta de 2% do banco central americano. O PCE é a medida de inflação preferida do Fed para calibrar a política monetária.
No início de agosto, os contratos futuros apontavam para uma probabilidade bem menor de elevação. A divulgação do dado de inflação e o simpósio de Jackson Hole reforçaram a avaliação de que as pressões de preços seguem persistentes. O mercado de trabalho americano permanece estável, o que dá ao banco central espaço para manter o foco no combate à inflação. A combinação desses fatores elevou as apostas em aperto monetário no próximo encontro do comitê que decide a taxa.
O encontro de Jackson Hole, que ocorre todos os anos, reúne banqueiros centrais de diversas economias do mundo para discutir a política monetária global. As sinalizações do encontro são acompanhadas de perto porque costumam antecipar mudanças nos juros americanos. O evento acontece semanas antes da reunião em que o Fed anunciará sua próxima decisão oficial de política monetária.



