Em 2026, o Goldman Sachs, banco de investimentos americano, calculou que a inteligência artificial elimina 16 mil empregos líquidos por mês nos Estados Unidos. O número representa o saldo entre 25 mil demissões mensais causadas pela substituição de trabalhadores por IA e 9 mil vagas criadas pela tecnologia. O levantamento usa dados oficiais de admissões e desligamentos do país, e não projeções teóricas. Os números se referem exclusivamente ao mercado de trabalho americano.
O relatório aponta que os trabalhadores da geração Z e os profissionais de nível básico em funções administrativas, como entrada de dados e atendimento ao cliente, são os mais atingidos. Desde 2024, as vagas de nível básico em software caíram 20%, segundo o estudo. A análise compara a exposição de diferentes ocupações à IA e mostra que tarefas repetitivas são as primeiras a serem automatizadas.
O entusiasmo com a IA entre a geração Z caiu de 36% em 2025 para 22% em 2026, conforme a pesquisa. A queda de 14 pontos percentuais indica uma mudança na percepção dos jovens sobre a tecnologia. O estudo também identificou que a diferença salarial entre trabalhadores de nível básico e profissionais experientes aumentou 3,3% por causa da exposição à IA. O relatório associa esse aumento à automação de tarefas que antes eram destinadas aos novatos.
Nessas funções, os novatos perdem poder de barganha diante dos veteranos. No acumulado de doze meses, o saldo negativo de empregos chega a 192 mil vagas nos Estados Unidos. O número é uma projeção direta do ritmo mensal apontado pelo banco.




