Um imigrante guatemalteco em situação irregular nos Estados Unidos foi condenado a 84 meses de prisão, o equivalente a 7 anos, por roubo de identidade agravado e reentrada ilegal no país após três deportações anteriores. A sentença foi anunciada pelo escritório do procurador dos EUA para o Distrito de Minnesota, órgão responsável pelo caso.
O condenado, identificado como Romeo Perez-Bravo, usou desde 2009 o nome, o número de Previdência Social e a data de nascimento de um homem de Minnesota. Com a identidade falsa, ele obteve empregos, carteiras de motorista e veículos registrados no Missouri. O crime só foi descoberto quando a vítima passou a receber cobranças indevidas do Fisco americano (IRS) e teve parte do salário penhorada por dívidas que não eram dela.
A pena imposta pela Justiça americana inclui um período obrigatório de dois anos pelo roubo de identidade, somado ao tempo pela reentrada ilegal após condenações anteriores por crimes graves. A corte também determinou o pagamento de restituição à vítima, que passou mais de uma década com o nome e o histórico financeiro comprometidos pelas ações de Perez-Bravo.
O caso expõe a vulnerabilidade de americanos comuns a esquemas de clonagem de identidade, que podem gerar prejuízos financeiros e transtornos burocráticos por anos. As autoridades americanas seguem com políticas de deportação e fiscalização na fronteira, enquanto vítimas de roubo de identidade enfrentam um longo processo para limpar seus registros fiscais e de crédito.


