Após os 60 dias do cessar-fogo, o Irã afirmou que os EUA precisam retornar ao Memorando de Islamabad, acordo intermediado pelo Paquistão, para garantir a segurança no Estreito de Ormuz. A passagem responde por um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito transportados no mundo, o que a torna um ponto crítico para o abastecimento global de energia.
O Memorando de Islamabad, assinado em junho de 2026, encerrou hostilidades ativas e reabriu temporariamente o estreito após um período de conflito. O pacto previa a suspensão do bloqueio naval imposto pelos EUA ao Irã durante a crise. Em troca, o Irã se comprometeu a garantir passagem segura e gratuita para navios comerciais, incluindo petroleiros e carregamentos de GNL, por 60 dias.
O acordo também estabeleceu um prazo curto para as negociações finais sobre alívio de sanções, questões nucleares e US$ 300 bilhões em ajuda de reconstrução. Esse prazo terminou sem um entendimento definitivo, e o período de 60 dias expirou em meados de agosto de 2026. As conversas para um acordo permanente seguem paradas.
A declaração renova a pressão do Irã sobre o estreito, que segue sem um marco político estável para garantir a liberdade de navegação. A rota permanece como um dos principais pontos de fricção entre os dois países.


