Israel informou nesta segunda-feira que recusou a entrada de dois eurodeputados suecos de esquerda que pretendiam visitar a Cisjordânia ocupada. Os parlamentares Jonás Sjöstedt e Malin Björk, integrantes do Partido de Esquerda da Suécia, tiveram o pedido de acesso negado pelas autoridades israelenses.
A decisão foi anunciada pelo governo israelense em comunicado oficial, sem detalhar os motivos específicos para a negativa. A Cisjordânia é um território palestino ocupado por Israel desde 1967, e a entrada de visitantes estrangeiros é controlada pelo Estado israelense, que frequentemente restringe a circulação de ativistas e políticos considerados críticos à sua política.
Os dois eurodeputados são filiados ao grupo da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde no Parlamento Europeu, que tem se posicionado contra a ocupação israelense e em defesa dos direitos dos palestinos. A visita tinha como objetivo acompanhar de perto a situação na região, mas foi barrada antes mesmo do início.
A ação ocorre em meio ao aumento das tensões na Cisjordânia, onde o governo israelense tem intensificado operações militares e expandido assentamentos, provocando críticas de organizações internacionais e de governos europeus. A recusa a parlamentares estrangeiros, no entanto, é uma medida mais rara, embora não inédita, e deve gerar reação diplomática na Suécia e na União Europeia.
Até a publicação desta matéria, não havia posicionamento público dos eurodeputados barrados ou do Ministério das Relações Exteriores da Suécia sobre o episódio. A decisão de Israel ocorre um dia antes de o Parlamento Europeu discutir um relatório sobre violações de direitos humanos nos territórios ocupados.



