O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, anunciou a expulsão de dois diplomatas iranianos. Eles devem deixar o país nos próximos dias.
A medida é uma resposta direta à detenção de dois funcionários da embaixada francesa em Teerã, ocorrida em julho. Eles foram detidos durante uma reunião de apoio a projetos da sociedade civil iraniana, entre eles o Villa Zadig. Os franceses teriam ficado horas sob custódia e sofrido maus-tratos, segundo relatos do episódio. Depois de liberados, deixaram o Irã, mas o governo local vetou o retorno deles ao país. Para as autoridades iranianas, o encontro configurava interferência estrangeira, em desrespeito à Convenção de Viena, tratado que rege as relações diplomáticas.
A expulsão segue o padrão de retaliação mútua típico de crises diplomáticas. O episódio ocorre em meio a outras tensões entre os dois países.
A Convenção de Viena garante imunidade a diplomatas, mas também permite que um país expulse representantes estrangeiros.

