O Jornal Nacional exibiu uma reportagem sobre uma mensagem recebida pelo ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Segundo a Polícia Federal, a mensagem de WhatsApp traz a minuta de um contrato para a compra de medicamentos à base de canabidiol para o SUS. O documento propõe diretrizes para a aquisição e prevê a compra sem licitação. Nenhum contrato foi assinado e o produto não entrou na lista do SUS.
A mensagem foi enviada pela empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, filho do presidente Lula. A minuta indica uma empresa ligada a Careca, operador de irregularidades no INSS, como fornecedora. Segundo a PF, o documento integra um esforço de lobby para viabilizar a venda.
A mensagem foi encontrada pela Polícia Federal. O Ministério da Saúde afirmou que não houve discussões nem compras relacionadas ao documento. A pasta classificou o episódio como uma tentativa de influência no círculo próximo ao presidente. A reportagem do Jornal Nacional ocorre em meio a investigações da PF sobre irregularidades em compras públicas.
O canabidiol é um composto da cannabis liberado no Brasil para uso medicinal. A importação e a venda de produtos à base da substância são autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A incorporação de novos medicamentos ao SUS passa por avaliação técnica do Ministério da Saúde.


