O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decretou a falência da Oi, ex-gigante da telefonia fixa brasileira. A dívida da companhia supera R$ 60 bilhões, acumulados desde a recuperação judicial de 2016. A decisão unânime foi proferida em 25 de agosto de 2026 e confirmou a falência da operadora.
A Oi já havia recebido uma ordem de falência em 2025, mas a medida foi suspensa depois pela Justiça. A empresa passou por dois processos de recuperação judicial, o primeiro em 2016 e o segundo em um período posterior, mas não conseguiu reverter a crise.
Com a falência confirmada, a Justiça autorizou a liquidação dos ativos da operadora de telecomunicações. Os recursos obtidos com a venda dos bens serão usados para pagamento dos credores.
A corte também determinou que serviços essenciais sejam mantidos de forma provisória. A medida vale para a conectividade em áreas remotas, onde a interrupção do acesso a telefonia e internet poderia prejudicar a população local.
A Oi foi uma das maiores operadoras de telefonia fixa do país. A falência marca o fim de um longo processo de deterioração que durou cerca de dez anos, desde o pedido de recuperação judicial em 2016.




