Arturo Bejar, ex-diretor de engenharia da Meta, testemunhou em um julgamento em andamento na Califórnia sobre o design das plataformas da empresa e seu impacto em menores. No depoimento, ele afirmou que algumas ferramentas de segurança foram 'projetadas para falhar'. A declaração faz parte de um processo que acusa a companhia de desenvolver recursos viciantes direcionados a crianças e adolescentes com o objetivo de ampliar o lucro. A Meta é dona do Facebook e do WhatsApp.
No depoimento, Bejar citou o recurso 'Take a Break' do Instagram, uma função opt-in que permite ao usuário programar lembretes para pausar o uso do aplicativo. Segundo ele, a ferramenta foi desenhada para priorizar o engajamento e a receita em detrimento da proteção à saúde mental. O ex-diretor também afirmou que notificações e outros mecanismos eram planejados para atrair os usuários de volta às plataformas, em vez de apoiar a segurança. Esses elementos mostrariam, na visão dele, uma escolha deliberada da empresa em favorecer o lucro.
A Meta nega as acusações e afirma ter implementado medidas de redução de risco para menores. A empresa diz que investe em supervisão parental, controle de tempo de uso e outras ferramentas de bem-estar digital. A Meta também sustenta que essas funcionalidades são aprimoradas continuamente.



