A Alemanha registrou em julho de 2026 o maior avanço dos preços ao produtor em mais de três anos, segundo o Destatis, escritório federal de estatísticas do país. A taxa anual subiu para 3,0%, acima da expectativa de analistas, que previam alta de 2,7%. O resultado acelerou fortemente ante os 1,8% de junho.
Os preços de bens intermediários subiram 5,4% na comparação anual, enquanto os de energia avançaram 3,8%. No setor de energia, o óleo mineral ficou mais caro por causa dos conflitos no Oriente Médio, que elevam o custo da matéria-prima e pressionam a cadeia de produção. Já o transporte de cargas foi pressionado pelo nível baixo do Rio Reno, uma das principais rotas fluviais da Europa, que reduz a capacidade de navegação e encarece a logística.
O Destatis divulgou os dados em 20 de agosto de 2026. Em um mês, a taxa anual de inflação ao produtor ganhou 1,2 ponto percentual, confirmando a aceleração do indicador. O índice de preços ao produtor é um dos sinalizadores usados pelo Banco Central Europeu (BCE), autoridade monetária da zona do euro, para avaliar as pressões inflacionárias futuras.
A Alemanha é a maior economia da zona do euro, e o dado de julho reforça o quadro de custos pressionados no bloco. O indicador mede os custos das fábricas alemãs antes do repasse ao consumidor final, um estágio anterior da cadeia de formação de preços. O BCE tem como meta a inflação de 2% para a zona do euro.



