Produção de petróleo nos campos do sul do Iraque caiu para 1,3 milhão de barris por dia, ante cerca de 4,3 milhões anteriormente, segundo três fontes.
Queda chocante de 70%: Produção de petróleo no do Iraque despenca para 1,3 milhão de barris/dia em meio a crise de calor extremo
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Image via The President Archives
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A produção de petróleo nos campos do sul do Iraque, região que responde por cerca de 80% da extração total do país, caiu drasticamente para 1,3 milhão de barris por dia, ante os 4,3 milhões registrados anteriormente. A informação foi confirmada por três fontes do setor, destacando um colapso operacional sem precedentes na área de Basra, coração petrolífero da nação.
Os principais campos afetados incluem gigantes como Rumaila (operado pela BP), West Qurna 1 (ExxonMobil e CNPC) e Zubair (Eni), que juntos sustentam a maior parte das exportações iraquianas. Essa redução vertiginosa representa uma queda de aproximadamente 70%, transformando o que era um fluxo robusto em uma fração mínima da capacidade normal.
O motivo principal apontado pelas fontes é a onda de calor extremo que assola o sul do Iraque há semanas, com temperaturas ultrapassando os 50°C em Basra. As refinarias e unidades de processamento foram forçadas a desligar equipamentos para evitar superaquecimento e danos irreversíveis, agravados por falhas crônicas no fornecimento de energia elétrica – um problema recorrente no país, onde a demanda por eletricidade explode no verão.
O Iraque, quarto maior produtor da Opep e responsável por cerca de 4,5 milhões de barris por dia em condições normais, depende do petróleo para mais de 90% de suas receitas governamentais. Essa interrupção ameaça o orçamento nacional, já pressionado por dívidas e investimentos em infraestrutura, e pode impulsionar ligeiramente os preços globais do barril, em um momento de tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Autoridades iraquianas e operadoras estrangeiras ainda não emitiram comunicados oficiais sobre a duração da paralisação, mas fontes indicam que a normalização pode levar dias ou semanas, dependendo da estabilização climática e de melhorias na rede elétrica. Enquanto isso, o incidente reforça a vulnerabilidade da indústria petrolífera do Iraque a fatores climáticos e logísticos, em um contexto de investimentos bilionários para expansão.