A Ternium, controladora da Usiminas, quer fechar o capital da siderúrgica, segundo publicação da Mover/Economatica, empresa de dados financeiros, divulgada hoje. O levantamento aponta que a empresa pretende encerrar a negociação das ações da Usiminas na bolsa de valores brasileira.
A movimentação ocorre depois de a Ternium ter comprado, em 2025, a participação remanescente que a Nippon Steel, siderúrgica japonesa, ainda tinha na Usiminas. Com a aquisição, a empresa ampliou sua influência na gestão da siderúrgica. Desde então, circulavam no mercado discussões sobre uma possível oferta pública de aquisição (OPA) das ações.
No mercado de capitais, o fechamento de capital acontece quando uma companhia listada em bolsa faz uma oferta pública de aquisição das próprias ações. O objetivo é comprar os papéis em circulação e retirar a empresa da listagem da B3, a bolsa brasileira. Com isso, o controle acionário passa a ser concentrado em um grupo restrito de investidores, reduzindo as exigências de transparência típicas das empresas de capital aberto.
Israel Massa, sócio e diretor financeiro da Economatica, divulgou o conteúdo. O colunista Lauro Jardim também repercutiu o assunto em sua coluna no jornal O Globo. A Nippon Steel, que era sócia da Usiminas até 2025, deixou o quadro acionário após a venda da participação para a Ternium. Em um fechamento de capital, os acionistas minoritários são chamados a decidir se vendem suas ações na oferta. Os termos da nova operação não constam da publicação divulgada.




